sexta-feira, 10 de junho de 2011

Joe Cocker - With A Little Help From My Friends (1969)

1969 foi realmente um grande ano. Abbey Road foi lançado e até hoje nenhum álbum conseguiu supera-lo, Led Zeppelin explode com seu primeiro disco, Yes surgindo ainda timidamente, Pink Floyd com Syd Barret e sua psicodelia, The Who começando a mudar para o estilo que o consagrou e vários outros fatos realmente relevantes para música que são cultuados até hoje. Mas um grande álbum muito pouco lembrado é esse do Joe Cocker, onde muitos músicos consagrados foram convidados para participar e fazer excelentes covers de músicas já famosas e tocar algumas da autoria de Cocker.
Com versões suas para músicas de Dylan, Dave Mason, Pete Dello, Beatles e outros, Joe Cocker se lança no mundo da música para não sair mais! Tanto que após esse lançamento foi convidado para participar do festival Woodstock!


Ele surpreende a todos por ter coragem para pegar canções que são já consagradas e fazer a sua versão, que normalmente é totalmente diferentes das originais, como se pode ver no grande hit do álbum: With A Little Help From My Friends! Música famosa dos Beatles que ele conseguiu mudar totalmente e até a deixou melhor! Sim, ele conseguiu fazer um cover melhor que o original, que era "só" dos Beatles! Não teria como começar mais em alta sua carreira, que dura até hoje, mas sem nunca mais fazer tanto sucesso quanto nesse primeiro disco.


01. Feeling Alright (Dave Mason) – 4:07
02. Bye Bye Blackbird (Ray Henderson, Mort Dixon) – 3:27
03. Change In Louise (Joe Cocker, Chris Stainton) – 3:21
04. Marjorine (Joe Cocker, Chris Stainton) – 2:37
05. Just Like A Woman (Bob Dylan) – 5:16
06. Do I Still Figure In Your Life? (Pete Dello) – 3:58
07. Sandpaper Cadillac (Joe Cocker, Chris Stainton) – 3:13
08. Don't Let Me Be Misunderstood (Gloria Caldwell, Sol Marcus, Bennie Benjamin) – 4:40
09. With A Little Help From My Friends (John Lennon, Paul McCartney) – 5:09
10. I Shall Be Released (Bob Dylan) – 4:34
Bonus:
11. The New Age Of Lily (single B-side) (Joe Cocker, Chris Stainton) – 2:14
12. Something's Coming On (single B-side) (Joe Cocker, Chris Stainton) – 2:15

Personnel:
- Joe Cocker - vocals
- Paul Humphries - bateria (01)
- David Cohen - guitarra (01)
- Carol Kaye - Baixo (01)
- Artie Butler - piano (01)
- Laudir - tumba, maracas (01)
- Tony Visconti - guitarra (02)
- Jimmy Page - guitarra (02,04,05,07,09,11,12)
- Henry McCullough - guitarra (03,06,08,10)
- Albert Lee - guitarra (04,11,12)
- Chris Stainton - piano (02,03,04,07,11,12), organ (02,07,11), baixo (02-07,09-12)
- Tommy Eyre - piano (05), organ (08,09)
- Matthew Fisher - organ (05)
- Stevie Winwood - organ (06,10)
- Clem Cattini - bateria (02,04,07,11,12)
- Mike Kelly - bateria (03,06,10)
- BJ Wilson - bateria (05,09)
- Kenny - bateria (08)
- Brenda Holloway, Patrice Holloway, Patrice Holloway, Merry Clayton - backing vocals (01)
- Madeline Bell - backing vocals (02,06)
- Sunny Hightower - backing vocals (02)
- Rosetta Hightower - backing vocals (02,09)
- Sunny Wheetman - backing vocals (03,06,09,10)
- Denny Cordell - produção

terça-feira, 7 de junho de 2011

Falta pouco pro novo do Yes!

Finalmente está chegando a hora! Depois de 10 anos do último lançamento, o excelente disco Magnification de 2001, a banda Yes está com tudo pronto para começar a vender o Fly From Here!
Sem os vocais do mestre Jon Anderson e os teclados de Rick Wakeman, que juntos estão gastando seu tempo em projetos paralelos que não chegam perto do que poderiam fazer no Yes. O novo disco chega com os deuses do progressivo Chris Squire, Steve Howe e Alan White acompanhados de Benoît David e Geoff Downes .


Benoît David não deixa a desejar, como já pude ver ao vivo em novembro do ano passado, pois sua voz é muito parecida com a de Anderson, e nas condições de hoje, até bem melhor. Minha grande dúvida fica com o Downes de tecladista, mas acho que não será nada comprometedor. O produtor do disco é o conhecido Trevor Horn, que já trabalhou com o Yes na época do Drama (álbum sem Anderson e Wakeman e com Downes nos teclados e Horn produzindo e fazendo os vocais).


Já foram divulgados várias informações sobre o Fly From Here, e as principais são a belíssima capa feita pelo mestre Roger Dean e as músicas. O destaque fica para a que dá nome ao álbum, que seguindo Squire é baseada em composições que nunca foram lançadas da época do disco Drama. A música tem, somando as 5 partes que a dividem, 23 minutos. Ou seja, a maior música da carreira do Yes.
E pra quem, assim como eu, não aguenta esperar o lançamento, na Amazon tem 29 segundo de cada uma das 11 músicas do álbum). Ouça aqui. Achei ótimas, as partes da suite e outras duas: Hour Of Need e Into The Storm. Mas infelizmente é só menos de meio minuto mesmo. Chega a doer quando para de tocar.
O lançamento oficial fica pro dia 22 de junho no Japão, primeiro de julho na Europa e 12 de julho nos Estados Unidos. Aqui pro Brasil não tem previsão ainda, mas lá por fim desse mês já deve se achar por blogs, e o mais rápido possível disponibilizarei aqui e comentarei com toda a minha felicidade de ter ouvido mais um novo álbum do Yes, assim espero.


Chris Squire: baixo
Steve Howe: guitarras
Alan White: bateria
Benoît David: vocais
Geoff Downes: keyboards
Trevor Horn: produtor e co-escritor
Art: Roger Dean

1. Fly From Here - Overture (1:54)
2. Fly From Here Pt I - We Can Fly (6:01)
3. Fly From Here Pt II - Sad Night at the Airfield (6:42)
4. Fly From Here Pt III - Madman at the Screens (5:17)
5. Fly From Here Pt IV - Bumpy Ride (2:15)
6. Fly From Here Pt V - We Can Fly Reprise (1:49)
7. The Man You Always Wanted Me to Be (5:18)
8. Life on a Film Set (5:12)
9. Hour of Need (3:08)
10. Solitaire (3:30)
11. Into the Storm (6:54)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

No more Mister Nice Guy

Alice Cooper, No More Mr Nive Guy tour, 31/05/11
Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Pista: R$ 80,00

Alice Cooper – Vocal
Tommy Henriksen – Guitarra, vocal
Chuck Garric – Baixo, vocal
Damon Johnson – Guitarra, vocal
Steve Hunter – Guitarra
Glen Sobel – Bateria


O grande show do Alice Cooper no Pepsi on Stage não foi visto nem por mil pessoas, uma pena. Ruim para que não foi, pois perdeu uma grande atuação desse monstro do rock pesado que mesmo com seus 63 aninhos não deixa nenhum espectador insatisfeito no espetáculo. Sim! Espetáculo. Pois aquilo que se passou nas quase duas horas não foi só um show, é algo maior que isso!
E quase que eu fui um desses tristes seres que perdeu a visita da velha Alice na capital dos gaúchos. Na noite do dia 30/05, dia anterior ao show, eu nem acreditava mais que conseguiria dar um jeito de ir vê-lo. Mas, com uma mudança repentina de fatos, consegui adiantar meu salário e ter grana pra comprar o ingresso, que já estava com 20% de desconto, e também pra ajudar no meu transporte.
Indo pra Porto Alegre não poderia estar mais feliz com a sorte que tive de simplesmente estar a caminho de mais um show. Chegando lá cedo, não deviam ter 30 pessoas na nossa frente na fila, e assim já era certo que ficaríamos muito perto do palco. O início do show dos americanos de Detroid estava previsto para as 21 horas, e a abertura que ficaria por conta da Rosa Tattooada seria as 20:30. E foi assim, sem muitos atrasos.


A Rosa fez o seu show, que foi muito bom! Tocando suas clássicas Um Milhão de Flores, Tardes de Outono e Rock 'n' Roll Até Morrer, assim aquecendo a platéia na noite gelada de maio. Após a abertura um pano foi estendido na frente do palco, ele mostrava o rosto de Alice e algumas coisas macabras a mais. E com 15 minutos de atraso aquele pano caiu e em cima de uma grande escada estava o astro com seus olhos pintados, sua cara de mal e soltando fogo das mãos.


Eu infelizmente não sou grade conhecedor da carreira desse grande rock star, mas conhecia muito mais do que esperava das suas músicas. Como fui de última hora, nem tive tempo pra me preparar muito. Mas, já curtia a que ele iniciou o show: Black Widow com muito peso e solo dos seus três guitarristas excelentes, guiados pelo próprio Cooper que os indicava com sua bengala estilosa, que o acompanhou em várias partes do show, como regente da banda.
Logo viram outras conhecidas como I'm Eighteen, a ótima Under My Wheels e Billion Dollar Babies, onde ele jogou notas de dolares para a platéia, que já estava totalmente conquistada pelo estilo todo de Alice Cooper e por toda a produção que ele trouxe. Seguiu o show com a música que da nome a turnê: No More Mr. Nice Guy. Que o fez correr para o palco e incentivar todos a cantarem junto o conhecido refrão.


Cooper trocou várias vezes de roupa, deixando o palco para solos de bateria, baixo e das três guitarras, uma dessas trocas serviu para anunciar uma música nova. Ele veio com um casaco onde atrás estava escrito "New Song", e quando o tirou, a camisa toda ensagüentada que usava por baixo tinha o nome do som: I'll Bite Your Face Off. Além dessa troca de peças, o palco contava com várias objetos diferentes que seriam utilizadas durante o espetáculo. A cada música algo novo iria vir, e cada vez mais surpreendente.


Na linda balada Only Women Bleed, o cantor pegou uma boneca de pano com a qual dançou, atuou um grande romance e no final, a beijou. Já na música seguinte, Cold Ethyl, que era muito mais pesada, a espancou, chutou, jogou longe e por pouco não a destruiu. Mas, ainda era pouco para o que estava por vir.
Logo após essa atuação de amor e ódio, ele virou um doutor que mexia numa grande máquina que estava do lado da bateria, tentando tornar vivo seu monstro. Quando conseguiu, um enorme Frankenstein apareceu no palco para a música que diz para alimenta-lo. Sensacional. Seguindo o show, com menos efeitos, veio a clássica Poison, fazendo a platéia inteira cantar novamente. Nesse momento o guitarrista Tommy Henriksen jogou uma palheta em minha direção, e com essa eu fiquei!


Em certas partes do show um fotógrafo aparecia no palco e ele sempre era espantado pelos músicos, até que na música Killer, Alice Cooper foi para cima dele e o matou, com uma de suas bengalas, esta bem afiada. O garoto foi socorrido por dois policiais com casacos da SWAT, que momentos depois voltaram para cortar a cabeça do assassino com uma grande guilhotina. E, em um excelente teatro, isso que foi feito. O cantor foi decapitado e seu sangue atirado na platéia.


Com I Love the Dead ele voltou ao palco e após veio a grande música de sua carreira: Schools Out encerrou o show. Durante esta foram jogados enormes balões coloridos para o público, que quando estourados traziam muitos confetes de carnaval dentro, transformando o final numa grande festa! A música Another Brick in the Wall, do Pink Floyd, outra "contra" as escolas foi tocada junto, deixando perfeito o encerramento e fazendo a platéia já gritar por bis antes mesmo da banda ter saído do palco.
E eles voltaram rapidamente mesmo, com o Cooper trazendo uma grande bandeira do Brasil e vestindo a camiseta de nossa seleção personalizada com seu nome e o número 18. Tocaram a clássica Elected, enfeitada por milhares de penas brancas de papel jogadas na platéia. E quando parecia não poder ficar melhor, o Steve Hunter colocou uma peruca de Hendrix e eles fizeram cover da música Fire, encerrando por definitivo o espetáculo de Alice Cooper na capital gaúcha.


Poucas pessoas num show incrível, que não consigo imaginar que estive tão perto de perder. Obrigado, Alice Cooper por vir e ainda demonstrar tanta vontade de encantar platéias, menos que pequenas, por todo o mundo.

Set List
Black Widow
Brutal Planet
I'm Eighteen
Under My Wheels
Billion Dollar Babies
No More Mr. Nice Guy
Hey Stoopid
Is it my Body
Halo Of Flies
Bite Your Face Off
Muscle of love
Only Women Bleed
Cold Ethyl
Feed my Frankenstein
Clones
Poison
Wicked Young Man
Killer / I Love the Dead
Schools Out / Another Brick in the Wall

Bis
Elected
Fire

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Deus virá ao sul. Eric Clapton, Fiergs, 06/10/11


Já realizei vários dos meus sonhos de rockeiro. Vi o Paul, Ringo, AC/DC, Rush e diversos outros shows que costumavam me fazer torcer muito, a cada turnê divulgada, para que viessem próximos de mim e, assim eu poder vê-los. Mas, claro que ainda faltam muitos. Alguns possíveis, outros difíceis, alguns super difíceis e vários impossíveis.
Temos nos possíveis bandas como Supertramp, Jethro Tull, U2, Pearl Jam, Uriah Heep e outras, que estão ai em atividade, lançando cds ou pelo menos fazendo turnês seguidas pelo mundo. Nos impossíveis, claro, bandas que já não existem mais: Beatles, Jimi Hendrix Experience, The Doors, Frank Zappa... Os difíceis são Roger Waters, Neil Young, Genesis, Black Sabbath que estão parados ou raramente fazem turnês pelo mundo todo. E nas muitos difíceis estão David Gilmour, Led Zeppelin (ou pelo menos alguma parte dele), The Who e o Deus, Eric Clapton.
E, portando, um sonho dos muito difíceis vai se realizar em outubro desse ano! O famoso guitarrista das banda Cream e Blind Faith, que acaba de completar 66 anos, virá para Porto Alegre depois de 10 anos do último show por aqui, no qual Ele disse que seria realmente o último. E esse era o motivo de ele estar classificado como muito difícil. Clapton tinha anunciado já que não faria mais turnês mundiais. Mas, provavelmente deve ter ouvido minhas preces e resolveu me dar uma chance de poder curtir uma apresentação do, assim considerado desde os anos 60, Deus.


O show histórico será no dia seis de outubro, no estacionamento da Fiergs, mesmo local onde vi Guns N'Roses e Aerosmith, em Porto Alegre. Também irá encantar os rockeiros de São Paulo e Rio de Janeiro nessa mini turnê pelo Brasil, na qual Ele virá acompanhado de uma banda formada por Steve Gadd na bateria, Willie Weeks no baixo e Chris Stanton nos teclado, além de Michelle John e Sharon White nos backing vocals.
Para celebrar isso, vou disponibilizar um ao vivo bem recente onde o Clapton divide o palco com seu ex companheiro de banda Steve Windwood. É um duplo com vários clássicos muito bem executados por esses dois mestres. Vale a pena conferir, para ir se preparandopara vê-Lo ao vivo aqui pertinho de todos os gaúchos. Os ingressos começam a ser vendidos em junho, portanto fiquem ligados! E outras boas notícias para os amantes da boa música e a provável vinda de Pearl Jam e Aerosmith para o segundo semestre. Vamos torcer para que não se esqueçam do sul!


Download:

quinta-feira, 28 de abril de 2011

GO FUCKING CRAZY!

Assim começou o show do Ozzy, o velhinho maluco entrando calmamente no palco gritando para todos irem a loucura, com sua voz característica que já vem desde o primeiro disco do Black Sabbath, lá de 1970.
E não poderia ser diferente, todos atenderam o seu pedido. As 18 mil pessoas presentes naquela noite de 30 de março no ginásio gigantinho foram a loucura no momento em que essa figura mítica entrou apareceu.


Ozzy Osbourne, Scream Tour, 30/03/11
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Pista: R$ 150,00

Ozzy Osbourne – Vocal
Gus G – Guitarra
Rob "Blasko" Nicholson – Baixo
Tommy Clufetos – Bateria
Adam Wakeman – Teclado

Faziam só três anos da última visita de Ozzy ao Brasil. Não é muito tempo pra um país tão distante dos grandes centros da música. Mas, a diferença foi que um dos cinco shows que ele faria essa vez aqui pela terra do samba, seria no nosso querido Rio Grande do Sul, a terra do chimarrão e do rock n'roll!
Meu último salário de 2010, e também o ultimo que recebi até agora, foi todo para pagar o ingresso e as passagens para ver o príncipe das trevas do local mais próximo possível. O show foi marcado para o gigantinho, não gostei da escolha, acredito que poderia ser feito em um local muito melhor e maior. Mas, o jeito era aproveitar a chance de ficar bem mais perto ainda do astro.
O ingresso comprado lá em dezembro, logo após o show do Yes em Floripa, foi retirado só quatro meses depois, na tarde do dia 30 de março. A excursão que me levaria até Porto Alegre saía tarde, só as 16:00 Chegando nas redondezas do estádio Beira Rio as 19:30, um fardo de Polar depois. Era do nosso conhecimento que ia ser ruim para chegar, já que tinha jogo do Inter no mesmo dia, e quase no mesmo horário. Então juntando os dois públicos, o local estava lotado.

Mas, deu tudo certo. Conseguimos entrar no ginásio antes das 8 da noite e ainda ficar em um ótimo local. Aparentemente todo o público, que esgotou os ingressos mais de um mês antes, decidiu chegar em cima da hora. E assim foi. Fiquei a menos de 5 metros do palco. Perfeito.
Com uma banda de abertura descartável, que não acrescentou nada ao espetáculo, o tempo passou. Até exatamente as 21:00, quando o simples palco estava pronto e o gigantinho lotado, uma musica começou a tocar e as luzes se apagaram. E veio o grito: "GO FUCKING CRAZY". Uma entrada simples para um mestre. Simplesmente subiu ao palco, com sua banda, e foi até o microfone. Gritando para animar mais ainda os milhares de fãs loucos.
Começou o show com a clássica Bark at The Moon, do disco de 83. E não poderia ser melhor, quando durante o solo uma bandeira do Grêmio foi jogada ao palco e o Ozzy a pegou e a abraçou por vários segundos. O ginásio, que é de domínio do rival, foi a loucura, já que a grande maioria sempre é gremista.


O show seguiu e, com a platéia mais animada possível, veio o hit do seu novo cd, Let Me Hear You Scram! Grande musica, fazendo todos cantarem e pularem! Seguindo com Mr. Crowley para fazer o coral e I Don't Know. Todas musicas da carreira solo do Ozzy, que não se cansava nunca. Ficava pulando, fazendo a platéia gritar e jogando baldes de água e uma mangueira de sabão, que me acertou várias vezes, no público enlouquecido. Mas faltavam musicas do Black Sabbath, e elas vieram. Primeiro com Fairies Wear Boots, o quarto single do grande álbum Paranoid, que acabou sendo tocado quase na integra nesse show.
Suicide Solution e Road to Nowhere, outras duas clássicas da carreira solo do príncipe das trevas seguiram o show. Nesse momento uma bandeira do Rio Grande do Sul foi jogada ao frontman, que repetiu o que tinha feito com a do tricolor, mais uma vez animando muito todos. E então veio a mais esperada, pelo menos por mim. War Pigs! Quase 10 minutos de música executadas com muita vontade e perfeição! Todos cantavam junto, inclusive os riffs e a parte clássica do solo. Foi incrível.


Mais do Black Sabbath veio com a parte em que o Ozzy descansava. A instrumental Rat Salad encantou a todos com grandes solos de guitarra e um magnífico de bateria. Mas o show não era a mesma coisa sem o madman, que voltou gritando o começo da clássica Iron Man! Outra que fez todos cantarem até os riffs de guitarra.
A primeira parte do show encerrou com I Don't Want to Change the World e Crazy Train, acabando totalmente com todas as minhas energias. Foi fantástico, a disposição da banda e principalmente do mestre e a interação que ele fazia com o público, que realmente não parou um segundo.


Saiu do palco incentivando todos a gritarem "One more song" e foi o que fizemos. E em pouco tempo voltaram para mais duas que encerrariam a noite. Mama, I'm Coming Home para descansar e cantar muito e Paranoid pra realmente quebrar tudo de uma vez.
Foi foda. Com pouca produção e uma banda que não era lá grandes coisas, o Ozzy veio e conquistou todo mundo com seu carisma único e sua história incrível. Recomendo a todos lerem o livro dele, que ajuda a entender tudo que esse cara passou em sua vida. O show foi muito bom e valeu a pena mesmo o meu último salário. Espero mesmo um dia poder ver ele com o Black Sabbath, que ai sim seria a perfeição. Mas só assim já deu pra realizar um dos grandes sonhos da minha vida.

Set List
Bark at the Moon
Let Me Hear You Scream
Mr. Crowley
I Don't Know
Fairies Wear Boots
Suicide Solution
Road to Nowhere
War Pigs
Shot in the Dark
Rat Salad
Iron Man
I Don't Want to Change the World
Crazy Train

Encore:
Mama, I'm Coming Home
Paranoid

sábado, 23 de abril de 2011

Rush - A Desert Passage (1978)

Antes de continuar a postar os grandes álbuns lançados nesse começo de ano, um pouco da melhor época do rock, os anos 70.
Como o disco do Rush, que era pra ser lançado esse ano, e que estava me causando grande ansiedade, foi adiado só para 2012. Vou disponibilizar aqui o melhor de todos os bootlegs que já encontrei desse incrível power trio canadense.


O novo cd, Clockwork Angels foi adiado justamente pela Time Machine Tour, onde eles tocam na integra o mais famoso disco de sua carreira, o Moving Pictures. Este é chamado por muitos de o melhor álbum do Rush, com Tom Sawyer, YYZ, Limelight e outras famosas. Eu não concordo com isso. Pra mim nada nesses quase 40 anos de estrada supera o Hemispheres, de 78.

É certamente o disco mais progressivo do Rush, com apenas 4 musicas. De um lado só a épica "Cygnus X-1 Book II: Hemispheres", uma continuação da última musica do disco anterior, o A Farewell to Kings. Do outro lado temos as ótimas Circumstances e The Trees e a incrível instrumental La Villa Strangiato, com mais de dez minutos dividida em doze partes. Um álbum realmente fantástico.
Foi na turnê do Hemispheres que esse show foi gravado, com grande qualidade para a época e apresentando talvez o set list mais perfeito de toda a carreira do Rush. Em Tuscon, Arizona (Interior e deserto dos Estados Unidos) por mais de duas horas esses três deuses do rock encantaram milhares de pessoas, que pelo que se pode ouvir causaram bastante problema para a banda.

Xanadu, 2112, La Villa Strangiato, Cygnus C-1 (duas vezes!), Hemispheres e várias outras são executadas com total perfeição pela banda. Contando com vários solos individuais e conversas com a platéia! Vale a pena mesmo ouvir esse bootleg, para quem gosta de Rush é indispensável. E para quem não gosta, trate de ouvir e gostar!



Intro 3:09
Anthem 4:17
A Passage to Bangkok 4:19
By-Tor and the Snow Dog 5:20
Xanadu 12:12
Anuncio 1:47
Something for Nothing 4:29
The Trees 4:39
Cygnus X-1 10:45
Hemispheres 18:50
Closer to the Heart 3:33

Disco 2
Circumstances 4:37
A Farewell to Kings 5:35
La Villa Strangiato 10:04
2112 19:12
Working Man 3:08
Bastille Day 1:42
In the Mood 2:40
Drum Solo 5:13
Something for Nothing 4:12
Cygnus X-1 9:33

terça-feira, 19 de abril de 2011

Foo Fighters - Wasting Light (2011)

As esperanças que tinha manifestado a mais de um mês atrás aqui neste blog vão se confirmando. 2011 realmente está sendo um grande ano pra música. Mesmo com o começo não tão bom com o álbum do Radiohead, tudo melhorou, e bastante! Tiveram diversos grandes lançamentos nesses primeiros quatro meses, e poderia postar até uma dúzia aqui. Mas vou me limitar a três que se destacaram por qualidade e importância.
Vou começar logo com o melhor de todos, talvez um dos melhores discos que tive a oportunidade de ouvir ser lançado, o Wasting Light do Foo Fighters.


Lançado em 12 de Abril, mas já ouvido pelo mundo algumas semanas antes do lançamento, o sétimo álbum de estúdio da banda americana veio pra provar que não se precisa de muita frescura para se fazer um grande álbum de rock! Gravado inteiramente na garagem da casa do vocalista Dave Grohl e sem grandes equipamentos o Wasting Light mostra um Foo Fighters mais pesado do que nunca e com muita vontade de seguir como uma das principais bandas do planeta.
Eu, particularmente, não gostei muito do álbum anterior a esse, o "Echoes, Silence, Patience & Grace", como também não me agradaram tanto os outros lançamentos que vieram desde o "There Is Nothing Left to Lose" lá de 1999. Já tinha até perdido as esperanças da banda voltar a produzir algo do mesmo nível ou até superior ao que foi feito nos anos 90. Mas eles conseguiram.
Wasting Light vinha a meses me chamando a atenção, por toda a produção feita antes do lançamento. Twitter, sites, shows secretos, partes de musicas liberadas... Tudo muito bem feito. E quando o single Rope saiu, já me deixou totalmente empolgado, pois veio com todo o peso que eu esperava, sem aquele ritmo mais meloso apresentado nos sigles dos álbuns anteriores.


Então quando finalmente o álbum 'caiu' na internet, baixei logo para ver se seria tão bom quanto o esperado. E foi melhor. A música inicial, Bridge Burning, já me conquistou totalmente com sua introdução matadora para a entrada do vocal incrível do Dave Grohl. O álbum segue com o hit já conhecido Rope, e outras ótimas musicas Dear Rosemary e White Limo, que quebra tudo! Mas ai vem Arlandria! Que música! Só de ouvir a primeira vez já dá pra sentir que será um grande hit, talvez superando os outros que a banda já teve. É pra fazer muito sucesso mesmo.
These Days dá uma acalmada no álbum que até agora vinha só com muito peso, mas sem perder também o estilo. Outra grande chance de sucesso para as rádios. Seguindo no estilo mais calmo, vem Back & Forth e A Matter of Time, que sem grande esforço já superaram o que o Foo Fighters tinha feito na década passada. Miss the Misery vem sem acrescentar muito e a balada I Should Have Known mata a pau, muito bonita! Pra encerrar, Walk, que começa mais calma e vai ficando mais pesada aos poucos, deixando bem concluído o álbum.


2011 realmente começou já superando todas as expectativas, e esse é só o primeiro. Ótimo álbum que vale mesmo a pena ser ouvido, mesmo por quem não gosta muito do estilo da banda. Agora é torcer para que Foo Fighters decida vir até aqui no Brasil na turnê desse disco, para eu ter a chance de vê-los novamente, agora numa fase muito melhor!

01. Bridge Burning 04:46
02. Rope 04:19
03. Dear Rosemary 04:26
04. White Limo 03:22
05. Arlandria 04:27
06. These Days 04:58
07. Back & Forth 03:51
08. A Matter Of Time 04:36
09. Miss The Misery 04:33
10. I Should Have Known 04.15
11. Walk 04:16

Download: Foo Fighters - Wasting Light (2011) (ta em 128kbps, já que baixei quando caiu antes do lançamento, ta difícil de achar um melhor atualmente)